Tomas Santa Rosa
(1909-1956)
Tomás Santa Rosa nasceu em 20 de Setembro de 1909, na Rua da Areia, na Parahyba,. De acordo com seu biógrafo oficial, Cássio Barsante, foi um garoto estudioso, introspectivo, mas irrequieto”.Santa Rosa foi um artista pleno, cujas obras em alguns momentos lembram otraço de Portinari, com quem estudou pintura, com De Chirico, Ismael Nery, Pavel chelichev,Christian Bérard, e outros, que seu gosto refinado, soube admirar, compreender e emular.
Sua arte era versátil, como comprova esta exposição, ele foi modernista, cubista, metafísico, surrealista, e até abstracionista experimental, por pouco tempo.
Ainda como ser humano, Santa Rosa era sempre lembrado por seus amigos como um grande namorador, que amava o amor, como amava a arte. Sua modernidade, inovação, e grande capacidade de síntese, logo fez de Santa Rosa além de grande figurinista e cenógrafo um homem completo de teatro, de quem se esperava sempre uma grade cena inspirada, um cenário arrebatador em harmonia com o momento da peça, e com uma iluminação fascinante.
Santa Rosa foi tudo isso e muito mais. “O revolucionário e discutido Teatro Experimental do Negro, recebeu durante muitos anos a colaboração desinteressada de Santa Rosa. Como pintor ele foi um artista diferente dos atuais por sua versatilidade. Seria tedioso enumerar aqui sua lista de sucessos, mas alguns pontos altos foram Orfeu, em 1942, Escola de Maridos (1943), de Molière, e seu sucesso mais retumbante: Vestido de Noiva (1943), escrito pelo genial Nélson Rodrigues, e dirigido pelo não menos inspirado Ziembinski.
(João Pedrosa)
Nankim sobre papel
assinado
O Édipo
Nankim sobre papel
assinado
Dorival Caymmi
(Salvador BA, 1914, Rio de Janeiro, RJ. 2008)
Assim como em suas composições, voltava-se a temas como o mar, as baianas, mulheres e os coqueiros em suas pinturas. Suas telas e desenhos não foram fruto de uma carreira, e sim de uma paixão pelas artes plásticas. Apaixonado pelo impressionismo, em especial o pós-impressionista francês Paul Cézanne, Caymmi pintou a Bahia que cantava em suas letras. Além das paisagens e personagens, fez autorretratos.
“Ele pinta desde garoto, tinha técnica. Guardamos telas suas desde os anos 1940 Futuramente, devemos fazer uma exposição com alguns de seus óleos”, comenta Danilo.
Na memória do filho, Dorival sempre foi interessado em pintura. Em São Paulo, ele se recorda de acompanhar o pai em visitas aos ateliês de Clóvis Graciano e de Francisco Rebolo. “Frequentei com ele também o estúdio de Portinari, por quem ele foi muito influenciado.” As ilustrações em cartaz agora em São Paulo acabam de passar por uma mostra no Teatro Castro Alves, em Salvador, e devem seguir para o Rio de Janeiro. Foram feitas sob encomenda, a pedido do cantor Hermínio Bello de Carvalho, em 1984.
“O Caymmi ia fazer 70 anos e não havia nenhum movimento a respeito disso. Estava na Funarte na época e fiz um projeto que incluía um concurso de monografias sobre ele e essa exposição, com os desenhos”, comenta Carvalho. “Ele [como pintor] tinha um talento.”
Segundo Danilo Caymmi, a série de desenhos foi feita em Rio das Ostras, balneário fluminense perto de Búzios. “Brinco que era a falsa Bahia do meu pai. Muita coisa acham que foi feita na Bahia, mas era de Rio das Ostras.”
Perto do mar, Caymmi conseguiu preservar nos desenhos as formas femininas que eternizou em suas canções -são elas que protagonizam as ilustrações e músicas prediletas de seu filho.
“Ele era um admirador do feminino, entendia muito da mulher brasileira. Foi um esteta da mulher brasileira.”
As obras de “Aos Olhos de Caymmi” não contemplam a pintura a óleo, sua técnica favorita e com a qual manteve o curioso hábito de reaproveitar telas.
“Descobrimos tardiamente que ele economizava telas, pintava uma em cima da outra. Ele fez um retrato da Nana [Caymmi] pequena, quando ela foi procurar descobriu que ele tinha feito outro quadro”, conta Danilo.
O pintor João Alves Oliveira da Silva (1906-1979), nascido em Ipirá, na Bahia, teve destaque no cenário cultural baiano na efervescência modernista dos anos 50 e 60, período que o artista mais produziu obras. Ainda criança migrou para Salvador, que se tornaria sua cidade-inspiração, morando em diversos bairros, porém o Pelourinho foi o local que mais influenciou na sua produção. Autodidata, e assim como outros migrantes da cidade, teve diversos trabalhos informais, sendo engraxate uma das suas funções exercidas de início em paralelo com a pintura e posteriormente abandonada para dedicar-se à atividade de artista. Cronista visual de seu tempo, de uma cidade que viria a sofrer mudanças urbanísticas e sociais importantes, sua produção serve como um relato da Salvador do passado. O título da exposição tem como referência a publicação de 1916, A Bahia de Outrora – vultos e fatos populares, de autoria de Manoel Querino (1985-1923) primeiro historiador afro-brasileiro de arte e que combateu teorias racistas eugênicas pseudocientíficas difundidas à época, além de documentar os costumes e vida na cidade fim de preservá-las. A cidade de Salvador, uma vez a primeira capital do Brasil, nos anos 50 era bastante diferente da cidade turistica de hoje, sobretudo na região do Pelourinho (cujo nome faz alusão ao tronco de tortura da época da escravidão ali localizado), na época conhecida como bairro do Maciel, uma região de bastante vulnerabilidade social. Com a mudança do centro econômico para outras regiões da cidade, o centro hoje histórico de Salvador, habitado no passado por famílias enriquecidas, em seus casarões coloniais, passou a ser ocupado por pessoas empobrecidas e vulneráveis, transformando tais edificações em cortiços de extrema insalubridade e em uma dessas casas, em um porão morava João Alves. Ainda nos anos 50 conheceu o fotógrafo francês Pierre Verger, que o incentivou a dar continuidade às pinturas realizadas em paralelo ao serviço de engraxate e a partir daí ele começou a ganhar a atenção de outros artistas e pessoas influentes da época, como Odorico Tavares, Clarival do Prado Valladares, e Jorge Amado e Zélia Gattai, que chegaram inclusive organizar seu casamento com Neide Amalia Brito Alves de Oliveira, sua segunda esposa. Tema bastante frequente da sua produção são as igrejas. Apesar de ser possível identificar grandes semelhanças das pinturas com edificações existentes, João não realizava se detia a representação da real arquitetura, adicionando ou subtraindo frontões, torres, volutas e portas. Além de dos casarios e igrejas, há uma produção que retrata as festividades populares como a Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim, São João, assim como manifestações religiosas afro brasileiras, capoeira, Em algumas das obras expostas podemos observar andaimes, o que evidenciam a construção/adaptação dos casarões às suas novas finalidades. Em 1961, realiza exposição organizada por Lina Bo Bardi, no Museu de Arte Moderna da Bahia, na época ainda Teatro Castro Alves, ao lado de Agostinho Batista de Freitas (1927-1997), assim como artista da I e II Bienal de Artes Plásticas da Bahia em 1966 e 1968 respectivamente. Em 1968 entra para a coleção do Museu de Artes Negras organizado por Abdias Nascimento Apesar de ter testemunhado em vida o reconhecimento da importância cultural do seu trabalho, não conseguiu estabilidade financeira, devido aos mecanismos de produção de desigualdade ainda vigentes hoje em dia. Ademar Britto, 13 de Fevereiro de 2023
Sebastião Januário
(1939) é pintor, muralista e desenhista autodidata.
Os olhares, gestos e a organização espacial das figuras em suas composições trazem narrativas que triangulam cenas do cotidiano, emoção e sabedoria popular. Observador e contador de histórias, ele traz imagens ligadas à terra e à religiosidade, conferindo ao povo e aos santos a justa medida da nobreza.
Sua pesquisa é envolta na luminosidade quase chapada com contornos demarcados e bem definidos. Tanto a exaltação da linha quanto do contorno encontram o precioso trabalho de Januário como colorista, convidando o espectador a entrar, através de uma linguagem simples, em cenas complexas. Com tudo isso, é possível afirmar a dinâmica pedagógica de seu trabalho que ensina através da imagem, fixada em diferentes suportes, as dimensões de sua sabedoria ancestral. Na década de 60, Januário estudou no Museu de Arte Moderna de Paris, França. No Rio de Janeiro, ele estudou com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna (MAM Rio).
Com obras em importantes coleções, suas pinturas e murais podem ser encontrados na Paróquia de Nossa Senhora das Dores na cidade de Dores de Guanhães (MG), na coleção Gilberto Chateaubriand (MAM Rio), no Museu de Arte Negra (MAN), dentre outros.”(...) Até mesmo a qualidade escultória de seus guaches aproximam-no daquela experiência do artista das priscas eras, que sobre a rocha desuniforme, e com as cores da terra e os sumos da natureza, retratava o seu ato obrigatório de sobrevivência.
As nuanças e diluições de suas tintas nos dão esta sensação de relevos de cor primeira e crua, de tensa e muda religiosidade”.
Participante da tendência nacional do Construtivismo, Valdeir Maciel foi autodidata e frequentou muito de perto o círculo do teórico e crítico Theón Spanudis, que vislumbrou, desde o início, o prodigioso talento do pintor.
Utilizando-se das formas geométricas mais simples: o triângulo e sua forma dobrada, o losango, o quadrado, o retângulo e, já como resultado do ritmo de sua pintura, o trapézio, empregou cores por vezes ousadas e de vários matizes.
Pelas características de seus trabalhos, Valdeir pode ser incluído na tendência norte-americana da Hard-edge abstraction (de difícil tradução para a língua portuguesa): a pintura de contornos bem definidos. Com formas finitas, planas, de arestas nítidas, essa vertente não têm por objetivo evocar no expectador nenhuma lembrança de formas que ele possa ter visto em outras situações. São formas autônomas, autossuficientes.
Essa geometria é parte da tendência de se afastar das qualidades expressivas da abstração gestual. Muitos outros pintores também procuravam evitar os espaços pós-cubistas da obra de Willem de Kooning, e no lugar destes adotaram os espaços abertos de uma única cor que podem ser vistos na obra de Barnett Newman. Assim, a Hard-edge abstraction caracteriza-se pela economia das formas, intensidade das cores, execução impessoal e planos de superfície lisa.
O termo Hard-edge abstraction foi criado pelo crítico Jules Langsner e, no início, nomeou uma mostra de 1959 que incluía os artistas Karl Benjamin, John McLaughlin, Frederick Hammersley e Lorser Feitelson. Apesar de, mais tarde, esse estilo ter sido frequentemente citado como California hard-edge, e os referidos quatro artistas se terem tornado sinônimos do movimento, Langsner eventualmente decidiu dar à mostra o título de Four Abstract Classicists (Quatro Classicistas Abstratos), pois lhe parecia que o estilo marcava um afastamento do romantismo do Expressionismo Abstrato.
Spanudis também definiu a ideia de Arte Transcendental como “aquela que ultrapassa o imediatismo da obra, ofertando e proporcionando-nos vivências numinosas que variam entre o magismo dos que têm origem na mesclagem com as culturas dos afro-brasileiros e ameríndios”, aí incluindo a obra de Maciel. Spanudis afirmou que os complexos formais de Maciel “colocados no meio da tela sugerem símbolos de objetos sacrais e litúrgicos, símbolos de objetos significativos e transcendentes, algo de místico e revelatório”. Esta descrição está muito próxima daquela que se poderia fazer do trabalho de Rubem Valentim e seu acercamento explícito da mitologia africana – que, no caso de Maciel, se apresenta mais sugerida e misteriosa.
Cartesiano sem se afastar da emoção, Valdeir Maciel produziu uma marcada pela rigorosa geometria e por cores equilibradas, constituindo um geometrismo lírico. Seus trabalhos podem ser agrupados em dois blocos: o da geometria simétrica (onde as formas se sobrepõem ou agrupam de maneira estável) e o da geometria irregular, quase caótica (onde a composição se equilibra principalmente pelas cores ora vibrantes, ora melancólicas). Em ambos os casos, formas e cores, Valdeir Maciel se revela surpreendente.
Antonio Carlos Suster Abdalla
Sachiko Koshikoku
(1937/2019) Fukui, Japão. São Paulo, Brasil.
Sachiko chegou ao Brasil em 1965. Sendo praticante das artes visuais – e até merecedora de um prêmio dedicado às crianças promovido pelo jornal de seu país natal Chobu Nippon, (1947), logo profissionaliza-se como designer. Paralelamente, sua carreira artística cobra algum impulso ainda no Japão mediante prêmios juvenis e apresentações em exposições anuais na Galeria Ginza na capital (1958 - 1963). Inaugura uma individual de gravura em Fukui (1960), e um ano depois, ganha a menção honrosa concedida pela Associação de Gravuras de Tokyo. A três anos de se radicar no Brasil expõe na galeria F. Domingo, SP, com apresentação do renomado Paulo Mendes de Almeida. Em 1966 expõe no Salão Pan América do MAM- RJ e como membro do grupo Seibi, de São Paulo (1967 -1971). Ganha em 1969 no Salão promovido por este coletivo nipônico a Pequena Medalha de Ouro. Ainda em 1967 integra com uma individual a IX Bienal de São Paulo. Em 1968 participa do 2o Salão Esso de Artistas Jovens promovido pelo MAM-RJ. Na década seguinte continua ativa no circuito de galerias e salões no eixo Rio-São Paulo, ainda que também se dá a conhecer com mostras individuais em Brasília e Porto Alegre. Em 1981 inaugura uma individual no MASP com curadoria e texto de Pietro Maria Bardi. Ao ano seguinte é lançada pela Galeria Ana Maria Niemeyer (RJ) com texto crítico de Antônio Zago. Em 2001 ela é uma das artistas da exposição “arte nipo-brasileira. momentos” com curadoria de João J. Spinelli.
Sachiko arrived in Brazil in 1965. As a practitioner of the visual arts – and even deserving of an award dedicated to children promoted by the newspaper of her native country Chobu Nippon, (1947), she soon became a professional designer. At the same time, his artistic career gained some momentum in Japan through youth awards and presentations in annual exhibitions at the Ginza Gallery in the capital (1958 - 1963). Inaugurates an engraving exhibition in Fukui (1960), and a year later, he wins the honorable mention granted by the Tokyo Engraving Association. Three years after settling in Brazil, he exhibits at Galeria F. Domingo, SP, with a presentation by the renowned Paulo Mendes de Almeida. In 1966, he exhibited at the Salão Pan América of MAM-RJ and as a member of the Seibi group, from São Paulo (1967 -1971). In 1969, he won the Small Gold Medal at the Salon promoted by this Japanese collective. Also in 1967, he joined the IX Bienal de São Paulo with a solo show. In 1968 he participated in the 2nd Esso Salon of Young Artists promoted by MAM-RJ. In the following decade, he continued active in the circuit of galleries and salons in the Rio-São Paulo axis, although he also made himself known with individual shows in Brasília and Porto Alegre. In 1981, he opened a solo show at MASP curated and written by Pietro Maria Bardi. The following year it was launched by Galeria Ana Maria Niemeyer (RJ) with a critical text by Antônio Zago. In 2001 she is one of the artists in the exhibition “Japanese-Brazilian art. moments” curated by João J. Spinelli.
Nascido em 1936, o carioca Ivan Moraes já concluira o curso de Serviços Sociais quando decidiu dedicar-se seriamente à pintura (que o fascinava desde pequeno), ingressando em 1953 no Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro, na aula de pintura do veterano pintor Cadmo Fausto: teria sido ele próprio pintor acadêmico se em boa hora não tivesse optado por estudar no Museu de Arte Moderna com Ivan Serpa, que lhe reconheceu o talento, revelou-lhe a cozinha do ofício e lhe respeitou o mundo de ideais. A primeira individual, em 1960, revelou um jovem pintor cuja temática, dominada por nédias baianas de saias rendadas, cenas de candomblé e outras interpretações de ambiência afro-brasileira, contrastava enormemente com o que se fazia então no Rio de Janeiro e em São Paulo, momento em que mais se digladiavam realistas sociais ou românticos, abstracionistas líricos ou informais, geométricos, concretos ou neoconcretos. Num primeiro instante, e meio apressadamente, a critica nele identificou um pintor ingênuo a mais; só que a sua era uma ingenuidade diferente, de alguém ( como um olhar em maior profundidade revelou), em quem o pitoresco se subordinava ao pictórico: via-se na verdade naquelas telas aparentemente singelas a mão de um artista obviamente dotado de bom domínio técnico e senhor de um estilo pessoal. Pelas próximas décadas Ivan de Moraes pouco ou nada se afastou de sua temática original, indiferente a inovações e modismos. Mas, como bem sabem os que amam de fato a arte, numa pintura o que importa não é o tema, mas sim o modo como se o trata. E é justamente aí que reside o valor de Ivan de Moraes: veja- se a ênfase que o colorido assume em suas obras, a maneira como trabalha a matéria (no rendilhado à custa de branco sobre branco das saias de suas baianas, por exemplo), o ritmo ondulante que a sucessão de cabecinhas negras cria no espaço pictórico, a composicao, a atmosfera enfim. Além do mais, suas pinturas são decorativas, no sentido de que são decorativas as pinturas de um Matisse por exemplo, um Matisse tropical que pintasse Baianas em lugar de odaliscas. Hoje, decorridos 20 anos da morte do autor, suas pinturas continuam palpitantes de vida, testemunhas do glorioso momento em que viveu e trabalhou Ivan de Moraes, o importante e singular artista que a presente exposição ora vem resgatar.
José Roberto Teixeira Leite
Jornalista, Professor, Escritor, Curador e Crítico de Arte Brasileiro
45X60cm OST 1955
“jogo de caixas” OSE 110X110, 1987
(ITALIA) PRESENTEOU ALDEMIR MARTINS COM ESSA OBRA EM 1967 - ÓLEO SOBRE TELA - 83 X 87 CM - ASS./VERSO
"Floresta"
oleo sobre eucatex
22X17cm
assinado e datado 1975 frente e verso
Técnica mista sobre cartão colado em placa
66X47,5cm 1959 com dedicatória “ao amigo Sotomaior”
registrado no iab- 1689
tecnica mista sobre cartão
1962
36X27cm
registrado no iab - 1681
participou da exposição “do crepúsculo ao noturno”, Fortaleza, 2017
aquarela sobre papel
1948
31X21cm
registrado no iab- 1690
gravura
25/50
30X45cm
Poemalhitos, 1960
34,5X48cm
serigrafia
Poemalhitos, 1960
34,5X48cm
serigrafia
Grafite sobre papel
38X26cm
1972
assinado CID
dedicatória ao critico de arte Geraldo Ferraz
Arte Final da capa de revista PARA TODOS
nankin e aquarela sobre papel 40X50cm
ass. e datado 1929
desenho sobre papel
(carta de vinhos de Zurich)
32X24cm
assinado
Mulher com guarda chuva
desenho sobre gravura
23X15cm
ass Cid
OST
73X50cm
cerca de 1950